2001 – Dinamizar o comércio almadense, enfrentar os desafios do futuro

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2001

O concelho de Almada é o primeiro centro de comércio do distrito de Setúbal e o quinto a nível nacional. A situação actual e as perspectivas futuras aqui analisadas pelo presidente da delegação almadense da Associação de Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal, José Nascimento Cardoso.

A Associação de Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal é uma das mais antigas do país e com maior número de associados (9000). Nasceu no ano de 1897 com a denominação de Liga Comercial dos Revendedores de Víveres.

Em 1929 transformou-se em associação comercial e alargou-se a outros ramos do comércio. Dez anos mais tarde é integrada na Organização Corporativa Nacional e muda para Grémio, situação que deixaria em 1975, passando a Associação de Comerciantes e, em 1989, assume a designação definitiva.

Além da sede em Setúbal, possui delegações em Almada, Seixal, Sesimbra, Montijo/Alcochete, Alcácer do Sal/Grândola, Santiago do Cacém e Sines, que dão apoio administrativo, jurídico e formativo a associados e colaboradores.

Formação de associados e colaboradores

A propósito da Formação, o presidente da delegação almadense, afirmou:

JNC – Tem sido ponto assente desta Associação, nas suas sete delegações, dar formação a associados e colaboradores, com vários programas por ano.

ALMADA – E têm tido receptividade?

JNC – Tem sido muito boa, mas lutamos com falta de espaço, sobretudo quando se trata de fazer reuniões com associados ou programas de formação.

ALMADA – Como têm resolvido a situação?

JNC – Temos tido da parte da Câmara todo o apoio. Recentemente pedimos o Fórum Romeu Correia para duas sessões de esclarecimento sobre o Euro. Também estamos a pensar, num futuro próximo, pedir à Câmara um terreno onde fosse possível construir uma delegação mais digna desta Associação. É preciso não esquecer que temos 2.000 associados em Almada.

ALMADA – Quais as áreas de formação que contemplam?

JNC – Decorreu, recentemente uma de Informática (nível 1). Vamos ter outra de Atendimento ao Cliente, Inglês Comercial e Decoração de Lojas.

Agência de Desenvolvimento “NOVA ALMADA VELHA”

ALMADA – Qual a vossa situação na Agência de Desenvolvimento Local

JNC – A nossa Associação faz parceria com a Câmara, com o Seminário de Almada e com a Faculdade de Ciências e Tecnologia. É uma iniciativa de muito interesse, que permite ter acesso a muita informação e que vai transformar Almada, olhando, por exemplo, à futura candidatura conjunta ao programa URBCOM, integrado no III Quadro Comunitário de Apoio. O II Quadro não contemplou Almada. Foi um verdadeiro fracasso, mas já se fez um levantamento de todo o comércio da zona envolvente de Almada Velha para se poder beneficiar de apoios ao abrigo do III Quadro Comunitário e tentarmos dar uma transformação naquela zona.

ALMADA – Acha que a Agência poderá contribuir para o aparecimento de gente mais jovem e a criação de novas empresas?

JNC – Essa é a ideia fundamental. É de facto criar um dinamismo que atraia os jovens. Esse Ninho de Empresas tem a preocupação de incentivar a abertura de novas empresas, que irão ser uma mais valia na transformação de toda ta zona de Almada Velha.

ALMADA – Qual o papel dos menos jovens no âmbito da Associação? Irão ter apoio para poderem ultrapassar eventuais dificuldades iniciais?

JNC – Há que dar volta ao texto. Os nossos comerciantes necessitam também de ser rejuvenescidos.

Melhores acessos podem beneficiar comércio

ALMADA – Como avalia a futura instalação do Metro Sul do Tejo e sua influência no centro da cidade? Acha que o poderá transformar numa grande área aberta de comércio?

JNC – Apoio sempre novas iniciativas e transformações. Sei que elas podem criar alguns problemas e alguns dos nossos associados estão receosos com a implantação do Metro de Superfície, porque trará ruído, poeira, enfim, os incómodos que uma obra daquela envergadura vai causar.

ALMADA – Mas todas as grandes obras causam, inicialmente, alguns transtornos…

JNC – Sim, há sempre inconvenientes. Eu acho que havia de haver uma reunião entre a Câmara e os comerciantes locais para uma informação mais concreta. Acho que as pessoas ainda não estão devidamente informadas.

ALMADA – E depois de concretizada a obra?

JNC – Algumas pessoas pensam que, à partida vai prejudicar a circulação auto. Não creio, porque vai funcionar com uma certa fluidez e dar espaço para os carros circularem sem problemas. Estou convencido que irá transformar o centro de Almada, embelezando-o. Seguramente que trará mais pessoas ao centro de Almada.

ALMADA FÓRUM

ALMADA – Qual a sensibilidade da classe comerciante relativamente à abertura próxima do Almada Fórum?

JNC – Bem o Fórum, em termos de melhoria para o concelho é uma mais-valia, mas há quem acredite que poderá prejudicar o pequeno comércio, porque tem bons acessos e as pessoas irão lá. O Fórum vai ser um ponto de visita de muita gente que não vive no concelho e, em simultâneo, um ponto de encontro dos almadenses, porque vão deixar de ir às Amoreiras, ao Colombo. Os jovens já não passarão para a outra margem.

ALMADA – E essa movimentação de pessoas não acabará por trazer benefícios para o comércio ?

JNC – É claro que também traz melhorias: o tráfego rodoviário vai melhorar, vai haver mais empregos, embora muitos deles sejam contratos temporários. Vai obrigar os nossos associados a melhorarem o atendimento e as instalações das suas lojas, tornando o mercado mais competitivo, mais aguerrido. O comerciante vai ter de informatizar a sua loja e dar formação aos seus funcionários, fazer uma decoração mais cuidada das suas montras…

ALMADA – Na sua opinião, o que é mais urgente realizar para melhorar a ida do público ao comércio tradicional?

JNC – A deficiente iluminação, em alguns locais, como por exemplo na rua Capitão Leitão, cria alguns problemas de segurança. A nossa Associação já referenciou essa situação à Câmara e à EDP. Temos tido, igualmente, reuniões com a PSP e GNR para haver maior vigilância. A criação do Número Azul de Segurança foi uma boa medida, mas havendo melhor iluminação pública a população sente-se mais segura, passeia pelas ruas e vê as montras.

ALMADA – O que espera da população de Almada, relativamente ao comércio, nestes tempos mais próximos?

JNC – Eu não o vejo de uma forma tão, pessimista como às vezes muitas pessoas o vêem, porque, desde sempre tenho ouvido falar em crises ? sou comerciante em Almada há vinte e cinco anos – e as crises são vencidas com transformações. Temos que nos adaptar às situações e acompanhar a evolução.

ALMADA – Há portanto condições de fazer compras em Almada, em Dezembro, com segurança e com uma boa oferta do comércio?

JNC – Exactamente. Estamos a preparar algumas acções de incentivo, para despertar na população o prazer de comprar. Gostaríamos de obter uma colaboração da Câmara, idêntica à de anos anteriores com a edição de um autocolante a convidar a comprar em Almada. Aliás, a Câmara tem sido uma excelente parceira. Por exemplo: o apoio na organização do Concurso de Montras de Almada tem sido um ponto alto dessa parceria.

ALMADA – Como vê o futuro para a Associação?

JNC – Não estamos preocupados com o futuro. Nós temos que viver o dia a dia com optimismo e ver o futuro com mais esperança.

Presidente da Câmara de Almada, garante:

Diálogo com os comerciantes

Iluminação pública reforçada

A propósito das preocupações evidenciadas pelo presidente da delegação de Almada da Associação de Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal, José Nascimento Cardoso, relativamente à implantação do Metro Sul do Tejo com as suas implicações junto dos estabelecimentos associados e, ainda, a deficiente iluminação em algumas zonas da cidade onde estão situadas lojas comerciais, ouvimos a presidente da autarquia, Maria Emília de Sousa, que nos afirmou:

O Metro Sul do Tejo só estará garantido quando o Governo decidir adjudicar a concessão a um dos dois concorrentes, terminado que esteja o concurso público internacional ainda a decorrer. A partir daí estarão reunidas as condições para se promoverem reuniões, encontros, produzir informação, esclarecer sobre coisas concretas, que o contrato de concessão firmado pelo governo com o vencedor do concurso, há-de definir e garantir.

E concluiu:

Aos comerciantes garantimos toda a participação e diálogo neste processo.

No que concerne à situação de algumas áreas com iluminação deficiente, a Presidente da autarquia, disse:

Está em curso um Programa de Reforço da Iluminação Pública (plurianual), que abrange as áreas comerciais e, nestas, a Rua Capitão Leitão.

in: Boletim CMA 2001

Gabriel Quaresma

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