2001 – Marcha Lenta na Ponte 25 de Abril Foi Um Fracasso

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protesto contra o aumento das portagens ficou apenas pelo buzinão e mesmo assim sem grandes proporções

A acção de protesto convocada para ontem de manhã pela Associação Democrática dos Utentes da Ponte 25 de Abril contra o aumento das portagens, previsto para Janeiro, ficou-se por um tímido buzinão, já que os automobilistas não aderiram aos apelos de marcha lenta.

Entre as 7h00 e as 9h00 de ontem, o período determinado para o protesto, o trânsito fluiu com a normalidade dos dias de semana. As rádios alertavam não para os problemas de trânsito, mas para o forte vento que se fazia sentir. O fracasso da adesão dos automobilistas à marcha lenta foi admitido por Aristides Teixeira, da Associação dos Utentes da Ponte 25 de Abril, que mesmo assim afirmou estar “satisfeito” com o apoio dos automobilistas.

Se a marcha lenta não funcionou, a adesão ao buzinão também não foi um sucesso, embora Aristides Teixeira considerasse que a adesão “foi superior à registada há um mês atrás”. Antes das 9h00 já tudo estava normalizado.

Quanto ao apelo ao pagamento das portagens com notas de 5 ou 10 mil escudos e à sugestão para que os automobilistas pedissem uma guia de pagamento para pagar mais tarde, a resposta também foi um fracasso. “Houve uma atitude intimidatória. Havia um polícia junto de cada portageiro”, queixou-se Aristides Teixeira.

A Associação dos Utentes da Ponte 25 de Abril protesta contra os aumentos das portagens a partir de Janeiro por considerar que o Governo está a aproveitar-se da chegada do euro. A associação afirma que “as portagens vão aumentar cerca de 35 por cento”, já que os proprietários dos veículos de Classe 1, que pagam actualmente 150 escudos, passarão a ter de desembolsar um euro, ou seja 200,482 escudos.

Numa contra-proposta já apresentada ao Governo, a associação defende a existência de um sistema de incentivos para quem passa regularmente na via verde. A partir da quinta passagem, o automobilista beneficiaria de uma redução na portagem de 50 por cento nos restantes 17 dias úteis daquele mês. A associação de utentes propõe ainda um desconto de 25 por cento para os utilizadores esporádicos da ponte, desde que estes passem fora das horas de ponta.

A associação está a preparar uma nova acção de protesto que poderá ter lugar na segunda quinzena de Novembro.

Gabriel Quaresma

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